14 de junho de 2009

prazos de validade.

ando pensando - demais - em "prazos de validade" dos relacionamentos interpessoais. tudo gasta... tudo se desgasta! amizades se perdem, namoros acabam, familiares se separam... qual é o ponto em que as coisas "vencem"?

9 de maio de 2009

1, 2, 3... go!

comecei o pilates e até minha alma dói.

4 de maio de 2009

though it up.

impulsionada pelo udon, pelo yakisoba, pelo bolo de coco e pelo brownie do fim de semana, resolvi ir à pé pra faculdade. segundo o google maps são 4km. e, também segundo o google maps, eu fiz 2,5 km antes do meu joelho choramingar e eu precisar pegar um ônibus pra fazer os 1,5 km restantes a tempo de ainda assistir a aula de jornalismo digital que, aliás, era sobre blogs!

pontos positivos: eu vou mais rápido que o ônibus porque dou menos volta. pra fazer esses 2,5 km eu levei 20 minutos, mais ou menos... além do mais, complementa aquela chatice que é a academia e eu não preciso interagir com ninguém.

pontos negativos: obviamente eu diria que é chegar suada na faculdade e ter que fazer um quick make up no banheiro antes de entrar em sala e... ah, sim! ter tempo pra pensar. parece que os pensamentos fluem enquanto eu caminho e isso, meus amigos, é uma droga. nem vou começar a desenrolar isso.

quarta feira eu vou fazer os 4 km, na marra. coragem.

15 de abril de 2009

100% team togashi.

então é isso: juntei minhas coisinhas e tô partindo pra sorocaba. não me perguntem nada... só sei que sorocaba é longe pra dedéu e só tem UM ÔNIBUS por dia. e, pra piorar a situação, a minha única conexão com essa ma-ra-vi-lho-sa cidade vai estar viajando no feriado... ok, phael, fica pra próxima.

agora, os senhores me perguntem como em um ano e dois meses de aturação de muito futebol americano eu não aprendi nadica de nada do esporte... não sei! acho que estou fadada a não aprender isso nunca. sabe como é, né? é complexo demais pras minhas raízes loiras.

mas, pelo menos, vou conhecer a bela cidade de sorocaba graças a esse esporte tão... hmm... inusitado pra nós, brasileiros. não é? sorocaba rock city, tô indo na cara e na coragem. bati no peito e falei: se o ônibus fretado não me leva, eu pago a minha passagem e vou! HAM!

rezem por mim. vou puxar o pé de todo mundo se acontecer alguma coisa, hein.

27 de março de 2009

happy place.

go to your happy place, bella.
it won't take too long.




toda vez que eu consigo chegar no meu "lugar feliz", alguém rasga a bolha e a realidade invade...

23 de março de 2009

cuidado, cão anti-social.

eu nunca fui anti-social. eu sempre fui tímida, mas eu sempre soube contornar isso com simpatia e prestatividade... se é que isso é uma palavra. eu sempre roí as unhas de nervoso quando mudava de escola ou começava um novo curso, sempre tive aquela péssima sensação de chegar num lugar cheio de rostos desconhecidos e precisar, desesperadamente, interagir com alguns, ao menos. mas eu sempre consegui. porque eu sorria, falava meia dúzia de coisas agradáveis e educadas e oferecia ajuda. sempre. e assim eu conquistava as pessoas e não demorava muito pra me sentir inserida no contexto. nice.

aí eu conheci um monte de gente ao mesmo tempo. tipo um trem parando na plataforma e um monte de gente descendo junta e ficando em volta de mim. assim, sem aviso prévio. um montão de gente. e, de novo, aquela sensação desconfortável de precisar interagir se instalou em mim. e eu pensei que se eu pudesse ser simpática e prestativa, rapidamente eu dominaria a situação. na minha cabeça, ao menos.

eu tentei. de todas as formas que eu podia imaginar, até. eu sorri, eu brinquei, eu ofereci todo tipo de ajuda, eu fotografei, eu dei o ombro, eu fui buscar água, eu ouvi e não respondi quando achei que estava errado e que deveria ter sido respondido. eu respeitei os silêncios e as palavras, mesmo achando muitas delas desnecessariamente colocadas em discursos que, cá entre nós, nunca fizeram nenhum efeito. mas eu agi da melhor maneira possível tentando, ao menos, receber alguma demonstração de respeito e gratidão de volta.

e nada. nadica de nada.

então eu decidi que os seres humanos não mereciam meu esforço. sabe? pra que simpatia se a gente não recebe simpatia de volta? não recebe sorriso, não recebe palavra amiga, não recebe nem uma demonstraçãozinha de respeito ou de agradecimento pelo que a gente fez... então foi assim. e assim eu decidi que eu não ia me esforçar mais mesmo com ninguém. e que se os seres humanos quisessem ver o quão bacana eu posso ser, eles que viessem até mim. eu que não ia mais me dar ao trabalho de ser uma pessoa agradável.

e eu espero que isso explique o meu atual nível de anti-socialidade. não, eu não quero conhecer ninguém. e nem quero ter novos amigos. e nem preciso.

como o caio disse no post sobre a metáfora de felicidade e balões [leiam aqui], eu supervalorizo os balões das pessoas e se eles murcham - e quase constantemente murcham - então não preciso me esforçar pra criar um vínculo com um balão que vai murchar mesmo.

ora bolas. ou balões.

22 de março de 2009

meu olhar atento.

vou resumir esse fim de semana em um daqueles ditos sábios que os velhos repetem por aí:

"se tem olhos, vê.
se podes ver, repara."




tem gente vendo e não reparando. mas quem eu posso culpar? olhar atento não é uma condição para a existência de todos os seres humanos. aliás, é um dom e uma maldição ao mesmo tempo. e às vezes eu odeio carregar isso em mim.

não veja apenas porque você tem olhos. repare no que você está vendo. e sinta... investigue, procure saber o porquê daquilo que você vê. e pense em como ajudar, como compartilhar, o que fazer. não é tão difícil assim.

eu consigo.